Mostrando postagens com marcador Sônia Braga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sônia Braga. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2009

Gabriela

Gabriela foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 14 de abril a 24 de outubro de 1975 às 22h. Escrita por Walter George Durst, adaptando o romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, e dirigida por Walter Avancini, com 132 capítulos. Abordava a seca nordestina, e a pacata cidade litorânea de Ilhéus, dos anos 20. A novela retratava a vida de Gabriela, simples moça do sertão baiano que fora para Ilhéus para fugir da seca nordestina. Era uma moça sofrida, porém muito alegre. Ela seduzia os homens e deixava eles loucos. A novela mostrava o amor de Gabriela com um estrangeiro que não aceitava seu comportamento, ora ingênuo, ora loucamente sensual. Gabriela era uma cabocla (filha de índia com branco) brigona e ousada, que andava descalça e com vestidos extremamente curtos, e muito trabalhadeira. O título Cravo e Canela provém de que a cor de sua pele era como a do cravo, bem morena e bonita, e seus cabelos negros e sedosos, com um doce e suave cheiro de canela.



Elenco

* Sônia Braga - Gabriela
* Armando Bogus - Nacib
* Paulo Gracindo - Coronel Ramiro Bastos
* José Wilker - Mundinho Falcão
* Nívea Maria - Jerusa Bastos
* Gilberto Martinho - Coronel Melk Tavares
* Ary Fontoura - Doutor Pelópidas Clóvis Costa
* Eloísa Mafalda - Maria Machadão
* Jayme Barcellos - Ezequiel Prado
* Fúlvio Stefanini - Tonico Bastos
* Marcos Paulo - Eng. Rômulo Vieira
* Elizabeth Savalla - Malvina Tavares
* Ana Ariel - Idalina Tavares
* Hemílcio Fróes - Alfredo Bastos
* Sônia Oiticica - Sílvia Bastos
* Ângela Leal - Olga Bastos
* Marco Nanini - Professor Josué
* Ana Maria Magalhães - Glória
* Francisco Dantas - Coronel Jesuíno Mendonça
* Maria Fernanda - Dona Sinhazinha Guedes Mendonça
* João Paulo Adour - Osmundo Pimentel
* Rubens de Falco - Pimentel
* Hugo Carvana - Argileu Palmeira
* Stênio Garcia - Felismino
* Milton Gonçalves - Filó
* Paulo César Pereio - Príncipe
* Neila Tavares - Anabela
* Thelma Reston - Arminda
* Maria Lúcia Dahl - Jandaia
* Natália do Valle - Aurora
* Roberto Bonfim - Chico Chicão
* Clementino Kelé - Fagundes
* Cosme dos Santos - Tuísca
* Germano Filho - Silva
* Alciro Cunha - Coronel Aristóteles Pires
* Castro Gonzaga - Coronel Amâncio Leal
* Monah Delacy - Dona Deusolina Leal (Dadá)
* Mário Gomes - Berto Leal
* Jorge Cherques - Padre Basílio
* Luiz Orioni - João Fulgêncio
* Dina Sfat - Zarolha

Abertura da Novela


Trilha Sonora da Novela

1. Coração Ateu - Maria Bethânia (tema de Jerusa e Mundinho Falcão)
2. Guitarra Baiana - Moraes Moreira (tema de locação)
3. Alegre Menina - Djavan (tema de Gabriela e Nacib)
4. Quero Ver Subir, Quero Ver Descer - Wálter Queiróz (tema do Dr. Maurício)
5. Horas - Quarteto Em Cy (tema do Professor Josué)
6. São Jorge dos Ilhéus - Alceu Valença (tema do Coronel Ramiro Bastos)
7. Modinha Para Gabriela - Gal Costa (tema de abertura)
8. Filho da Bahia - Fafá de Belém (tema de Glorinha)
9. Caravana - Geraldo Azevedo (tema de Mundinho Falcão)
10. Porto - MPB4 (tema geral)
11. Retirada - Elomar (tema dos retirantes)
12. Doces Olheiras - João Bosco (tema de Tonico Bastos)
13. Adeus - Walker



Algumas Cenas

*Gabriela se esforça para ser aceita como empregada de Nacib


*Cena Antológica da Pipa

domingo, 1 de março de 2009

Dona Flor e Seus Dois Maridos





Dona flor e seus dois maridos é um filme brasileiro de 1976, do gênero comédia, dirigido por de Bruno Barreto. Baseado no livro homônimo de Jorge Amado, foi adaptado por Bruno Barreto, Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran. A direção de fotografia é de Murilo Salles.

É recordista de público entre o cinema brasileiro, levando 12 milhões de espectadores aos cinemas. Foi refilmado nos Estados Unidos da América como Meu Adorável Fantasma, em 1982. Foi adaptado também em forma de minissérie para a TV Globo, em 1998.

Cenas do Filme


Sinopse

Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador, é casada com o malandro Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade. Com saudades do antigo marido que apesar dos defeitos era um ótimo amante, acaba fazendo com que ele retorne em espírito, que só ela vê. Isso deixa a mulher em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.

Cenas do Filme


Elenco

* Sônia Braga ... Dona Flor (Florípides) Guimarães
* José Wilker ... Valdomiro 'Vadinho' Santos Guimarães
* Mauro Mendonça ... Dr. Teodoro Madureira
* Dinorah Brillanti ... Rozilda
* Nelson Xavier ... Mirandão, amigo de Vadinho
* Arthur Costa Filho ... Carlinhos, o guitarrista
* Rui Resende ... Cazuza, o bêbado
* Mário Gusmão ... Arigof
* Nelson Dantas ... Clodoaldo, o poeta
* Haydil Linhares ... Norminha, amiga de Flor
* Nilda Spencer ... Dinorah, amiga de Flor
* Sílvia Cadaval ... Jacy
* Ivanilda Ribeiro ... Sofia, a empregada
* Sue Ribeiro ... Magnólia
* Francisco Santos (1) ... Venâncio, o padre
* Francisco Dantas ... Dr. Argemiro
* João Gama ... Moreira, marido de Dona Norma
* Alvaro Freire ... Silvério
* Hélio Ary ... Venceslau Diniz
* Wilson Mello ... Vivaldo
* Lourdes Coimbra ... Dionísia, a prostituta
* Miguelão ... Paranaguá Ventura
* Manfredo Colassanti ... Pelanchi
* Antonio Ganzarolli ... Dedinho
* Jurandyr Ferreira ... Emílio Veiga
* Mara Rúbia ... Claudete
* Lícia Magna ... Filó
* Joaquim Menezes ... Comendador
* Orlanita Ribeiro ... Mulher
* Antônio Victor ... Antiógenes
* José Ribeiro ... Gerônimo
* Cláudio Mamberti ... Homem
* Dita Corte Real ... Inácia
* Marta Anderson ... Mirabel
* Eliane Rogério ... Tavinha
* Betty Lago ... Zizi
* Marta Moyano ... Amália
* Gigi (1) ... Garota
* Zé Anão ... Homem
* Heleno Lopes ... Homem
* Betty Faria ... Leniza Mayer, a famosa cantora
* Fernanda de Jesus
* Mercedes Ruehl ... Garota americana no cassino



Principais prêmios e indicações

Festival de Gramado

* Ganhou dois Kikitos, nas categorias de melhor diretor e melhor trilha sonora.

Globo de Ouro (EUA)

* Recebeu uma indicação, na categoria de melhor filme estrangeiro.

domingo, 2 de março de 2008

Sônia Braga




Sônia Braga

Sônia Braga nasceu em 8 de junho de 1950, em Maringá, no Paraná. Com um ano de idade, mudou-se para Curitiba com os pais e os sete irmãos. Em seguida, a família foi para Campinas e, depois, para São Paulo. Aos 14 anos, começou a fazer pequenos papéis em programas e teleteatros infanto-juvenis na TV Tupi. Um desses programas era o Jardim encantado, apresentado por seu irmão Hélio. Em seguida, integrou um grupo teatral que se apresentava na região do ABC e ficou um ano em Santo André.

Em 1968, Sônia Braga participou do elenco da primeira montagem brasileira da peça Hair, dirigida por Ademar Guerra. No ano seguinte, foi escalada para atuar em A menina do veleiro azul, de Ivani Ribeiro, na TV Excelsior, mas a emissora fechou antes de a novela ir ao ar. Foi convidada, então, para fazer Irmãos Coragem (1970), de Janete Clair, na TV Globo. Nos anos seguintes, trabalhou em outras duas novelas da autora: em Selva de pedra (1972), no papel de Flávia, e em Fogo sobre terra (1974), como Brisa.

Apesar do sucesso nos palcos e da atuação em telenovelas, foi no infanto-juvenil Vila Sésamo, exibido a partir de 1972, que Sônia Braga se tornou conhecida do grande público. No programa, que explorava o potencial educativo da TV, viveu a doce professora Ana Maria, contracenando com Armando Bógus, Aracy Balabanian, Flávio Galvão, Manuel Inocêncio e os bonecos Garibaldo e Gugu, interpretados por Laerte Morrone e Roberto Orozco. Ainda em 1972, foi eleita revelação feminina e ganhou o Troféu Helena Silveira.

Na mesma época, Sônia Braga trabalhou em três episódios do programa Caso especial, todos adaptados por Domingos Oliveira. Em 1975, deu vida à personagem Gabriela, na novela de mesmo nome exibida no horário das 22h. Adaptação de Walter George Durst do romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado, a novela teve a direção de Walter Avancini e foi um grande sucesso nacional e internacional, alçando Sônia Braga ao posto de símbolo sexual. Em visita a Portugal, por exemplo, a atriz percorreu ruas em carro aberto, com batedores e guarda-costas.

Sônia Braga voltaria a encarnar personagens de Jorge Amado no cinema. Em 1976, fez o filme Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto, ao lado de José Wilker e Mauro Mendonça. O filme foi um fenômeno de bilheteria do cinema brasileiro, com 12 milhões de espectadores, e também teve grande repercussão no exterior. Em 1983, Sônia Braga protagonizou Gabriela, cravo e canela (1983), de Bruno Barreto, quando contracenou com Marcello Mastroiani – o ator interpretou o “turco” Nacib, personagem vivido por Armando Bógus na produção da TV Globo. A atriz também atuou em Tieta (1996), de Cacá Diegues.

Na televisão, depois de Gabriela, participou do elenco de Saramandaia (1976), de Dias Gomes. Interpretava Marcina, mulher sensual que provocava incêndios com o calor do seu corpo. No ano seguinte, atuou em Espelho mágico (1977), de Lauro César Muniz, como a atriz iniciante Cynthia Levy. Um dos destaques da trilha sonora da novela é a versão que Gal Costa gravou de Tigresa, música que Caetano Veloso compôs em homenagem à atriz.

Ainda no final da década de 1970, Sônia Braga deu vida a outro personagem de grande sucesso: a Júlia Matos, em Dancin’ days (1978), de Gilberto Braga. Nesta história urbana, a atriz personificou uma ex-presidiária, que sai da prisão disposta a reconquistar o amor de sua filha, então interpretada pela novata Glória Pires. Uma das cenas inesquecíveis da novela foi o retorno triunfal de Júlia ao Rio, após um período no exterior, em que ela dá um show de dança na discoteca da trama, vestindo bustiê e sandálias de salto alto com meia de lurex, que viraram a sensação da época.

Em 1979, Sônia Braga se aventurou no teatro infantil na peça No país dos Prequetés, de Ana Maria Machado. No ano seguinte, voltou à televisão para protagonizar, ao lado de Tony Ramos, a novela Chega mais, de Carlos Eduardo Novaes. Os dois deram vida ao casal Gelly e Tom.

No início dos anos 1980, a atriz, que já tinha feito filmes como A dama do lotação (1978), de Neville de Almeida, decidiu se dedicar exclusivamente ao cinema. Em 1981, estrelou Eu te amo (1981), de Arnaldo Jabor, e ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado. Em 1985, protagonizou o filme O beijo da mulher aranha, de Hector Babenco, contracenando com Raul Julia e William Hurt. O sucesso do filme abriu as portas do mercado internacional para Sônia Braga e lhe rendeu a indicação ao Golden Globe de melhor atriz coadjuvante. Foi nessa época, então, que ela decidiu deixar o Brasil e tentar carreira nos EUA, onde morou por 14 anos, obtendo cidadania americana em 2003.

Nesse período, trabalhou em 42 filmes, entre os quais: Rebelião em Milagro (1988), de Robert Redford; Luar sobre Parador (1988), de Paul Mazursky, quando voltou a receber uma indicação ao Golden Globe de melhor atriz coadjuvante; e Rookie, um profissional do perigo (1990), de Clint Eastwood. Além disso, atuou em episódios de 11 seriados de TV norte-americanos, como The Cosby show (1986), Sex and the city (2001), American family (2002), Law & order (2003), CSI: Miami (2005) e Alias (2005).

Sônia Braga concorreu a diversos prêmios prestigiados nos Estados Unidos. Por sua atuação em The burning season (1994), de John Frankenheimer, foi indicada pela terceira vez para receber o Golden Globe de melhor atriz coadjuvante e concorreu, também, ao Emmy Awards. Em 1996, ganhou o Lone Star Film & Television Awards, como melhor atriz coadjuvante, por seu trabalho em Streets of Laredo (1995), de Edward D. Wood.

Em 1999, depois de quase 20 anos afastada da televisão brasileira, a atriz fez uma participação especial nos 10 capítulos iniciais da novela Força de um desejo (1999), de Gilberto Braga e Alcides Nogueira, no papel de Helena Silveira, mãe dos personagens de Fábio Assunção e Selton Mello. Em 2001, fez parte do elenco do filme Memórias póstumas, de André Klotzel, baseado na obra de Machado de Assis. Por sua atuação nesse filme, ganhou o Kikito de ouro de melhor atriz coadjuvante, no Festival de Cinema de Gramado.

Em 2006, voltou a trabalhar em uma telenovela da TV Globo, interpretando a escultora Tônia em Páginas da vida, de Manoel Carlos.













Em Gabriela: