Vídeo dedicado ao centenário de Carmen Miranda em 2009. Elis Regina canta o enredo composto para o desfile da Escola de Samba Império Serrano em 1972. A escola foi a vencedora daquele ano.
Mulheres de Areia é o título de uma das obras de Ivani Ribeiro, telenovela brasileira produzida pela extinta Rede Tupi e exibida de março de 1973 a fevereiro de 1974, com direção de Edson Braga e supervisão de Carlos Zara.
O título vem das esculturas de areia da praia de rostos femininos feito pelo personagem Tonho da Lua. O autor real era Serafim Gonzalez, um dos atores do elenco e que repetiria esses trabalhos no remake feito anos depois:
Em 1993, a Rede Globo produziu um remake da novela, também escrita por Ivani, com a colaboração de Solange Castro Neves.
Trama
O jovem Marcos Assunção está de volta à cidade litorânea de Pontal D'Areia para auxiliar nos negócios da família. O rapaz conhece e se apaixona pela doce Ruth, filha de pobres pescadores, mas acaba envolvido por Rachel, a irmã gêmea de Ruth. As irmãs são gêmeas idênticas, mas de personalidades opostas. Enquanto Ruth ama de verdade Marcos, Rachel ambiciona sua posição e fortuna, e mantem o seu relacionamento amoroso com Wanderley, um mau-caráter. Quem percebe tudo isso é o doente mental Tonho da Lua, famoso por esculpir mulheres nas areias da praia, o protegido de Ruth, e que sofre com a perseguição e maldades de Rachel.
Mas Rachel tem que enfrentar Virgílio Assunção, o pai de Marcos, que não aceita o namoro. Virgílo é o homem prepotente que enfrenta problemas dentro de sua casa. Malu, a filha rebelde, o culpa pela morte do noivo, e vive a provocá-lo. Até que a moça conhece o vaqueiro Alaôr, um homem rude, e muda o seu alvo. Alaôr tenta a todo custo domar as impetuosidades de Malu.
Enquanto isso, Ruth sofre calada com o casamento da irmã Rachel, mesmo sabendo que ela está com Marcos só por interesse. A história tem uma reviravolta quando Rachel é dada como morta e Ruth assume a sua personalidade, para ficar ao lado do homem que ama. Mas Rachel não morreu, e planeja a sua volta e a vingança contra a irmã que tomou o seu lugar e todos que estivessem no seu caminho.
Elenco
* Eva Wilma - Ruth e Raquel * Carlos Zara - Marcos Assunção * Gianfrancesco Guarnieri - Tonho da Lua * Cláudio Corrêa e Castro - Virgílio Assunção * Cleyde Yáconis - Clarita Assunção * Maria Isabel de Lizandra - Malu Assunção * Antônio Fagundes - Alaor * Sílvio Rocha - Floriano * Lucy Meirelles - Isaura Araújo * Ivan Mesquita - Donato * Newton Prado - Sampaio * Carminha Brandão - Baby * Edgard Franco - Wanderley * Analu Graci - Glorinha * Serafim Gonzalez - Alemão * Maria Estela - Arlete Assunção * Rolando Boldrin - Dr. César * Márcia Maria - Andréa Sampaio * Lisa Vieira - Carola Sampaio * Umberto Magnani - Zé Luís * Paulo Guarnieri - Tonho da Lua (criança) * Abrahão Farc - Marujo * Thereza Santos - Vilma * Raimundo Batista - Servílio * Carlos Nunes - Tito * Paulo Villa - Isidoro
Curiosidades
*Mulheres de areia foi um dos maiores sucessos da TV Tupi e da televisão brasileira na fase preto-e-branco. O público se fascinava com as cenas nas quais as irmãs gêmeas contracenavam.
*Um grande trabalho interpretativo de Eva Wilma vivendo as gêmeas Ruth e Raquel. A atriz recebeu vários prêmios como a melhor do ano por este trabalho.
*Hoje, restam poucos capítulos da novela. Sobrou em torno de 10 capitulos, que se encontram na Cinemateca Brasileira.
Giovanna Antonelli (Rio de Janeiro, 18 de março de 1976) é uma atriz brasileira. Seu primeiro papel de protagonista foi na telenovela Tocaia Grande, na extinta Rede Manchete. Seis anos depois, viveu sua primeira mocinha na Globo, em O Clone. Em 2004, foi a antagonista principal de Da Cor do Pecado. Voltou ao posto de protagonista de novelas em Sete Pecados e depois em Três Irmãs.
Biografia
A carreira artística da atriz começou no programa infantil da Angélica, ainda na Rede Manchete, como uma das angeliquetes, assistentes de palco da atração. Após alguns testes na Rede Globo, estreou na novela Tropicaliente, de Walter Negrão, reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. Logo, voltou à Manchete para atuar nas tramas Tocaia Grande, de Duca Rachid, Mário Teixeira e Marcos Lazarini, como protagonista e Xica da Silva, de Walcyr Carrasco, com personagem de grande sucesso e destaque.
Depois do sucesso na Manchete, voltou à Globo, onde atuou como Judy em Corpo Dourado, de Antônio Calmon. Após uma participação como a prostituta Violeta, na novela Força de um Desejo, de Gilberto Braga, integrou o elenco da primeira temporada do Colégio Múltipla Escolha na série Malhação.
Em 2000, interpretou outra prostituta, Capitu, de Laços de Família, novela de Manoel Carlos. Polêmica: a personagem era uma garota de classe média carioca, mãe solteira, que sustentava a família com o dinheiro da prostituição. A química com seu par romântico, o ator Luigi Baricelli, cativou o público. Interpretando uma prostituta de alto luxo recebeu vários elogios e ganhou o Prêmio de Atriz Revelação. Também em 2000, estreou nas telonas com o filme Bossa Nova, sob a direção de Bruno Barreto, fazendo uma pequena participação.
O Grande marco de sua carreira aconteceu em 2001, quando a atriz interpretou a protagonista Jade, uma muçulmana dividida entre o amor e as obrigações religiosas, na Novela O Clone de Gloria Perez. Sua personagem ditou moda nas ruas com véus e jóias e maquiagens exóticas que caracterizaram a muçulmana, além do grandioso sucesso no Brasil a personagem conquistou fãs em vários países do mundo nos quais a novela foi exibida. Foi em O Clone que Giovanna conheceu e se apaixonou por Murilo Benício, seu par romântico na trama, ambos se casaram; atualmente já não estão mais juntos.
Em 2002, no longa Avassaladoras, foi Laura, uma mulher bem-sucedida que procura um namorado por meio de uma agência de casamentos. No filme, fez par romântico com Reynaldo Gianecchini, com quem contracenaria em outros trabalhos na TV. A participação no filme rendeu a atriz o Prêmio Lente de Cristal de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro em Miami.
Ainda estrelou a minissérie A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, em 2003. Nessa época, recebeu vários elogios pela sua desenvoltura, originalidade e pela maneira com que se desvencilhou da marca da sua personagem anterior Jade, que a lançou ao estrelato no Brasil. Essa minissérie a consagrou na teledramaturgia. Ainda neste ano interpretou Maria, no filme Maria, Mãe do Filho de Deus, com direção de Moacyr Góes e no teatro com "A Paixão de Cristo".
Em 2004 fez na novela Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro, a personagem Bárbara, antagonista da trama, sua primeira vilã. No teatro fez com o ator Murilo Benício a peça "Dois na Gangorra" dirigido por Walter Lima Junior e no cinema o filme A Cartomante. com direção de Wagner de Assis e Pablo Uranga.
Em maio de 2005 nasceu seu primeiro filho, Pietro.
Em 2007, após dois anos e meio reclusa da TV, voltou ao vídeo como Delzuite, protagonista da primeira fase da minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de Glória Perez. No mesmo ano, foi a protagonista da novela Sete Pecados, de Walcyr Carrasco, onde sua personagem Clarice viveu um triângulo amoroso com Dante (Reynaldo Gianecchini) e Beatriz (Priscila Fantin) e atuou no longa Caixa 2, dirigido por Bruno Barreto.
Depois de Benício, ela veio a se casar com o empresário norte-americano Robert Locascio. O casamento durou apenas 4 meses e foi largamente divulgado pela imprensa. Atualmente, namora o empresário Artur Fernandes.
Em 2008, Giovanna mostrou seu lado cômico, interpretando a atraplhada e divertida Alma Jequitibá, uma das protagonistas da novela das 19hs, Três Irmãs, de Antônio Calmon. No Cinema, filmou "The Heartbreaker", uma co-produção Brasil-EUA, com direção de Roberto Carminati. O Longa foi filmado em Florianópolis e Boston e tem previsão de estréia para 2010.
Em 2009, Giovanna voltou aos cinemas, no longa Budapeste, dirigido por Walter Carvalho, baseado no livro de Chico Buarque. Atualmente está na novela Viver a Vida de Manoel Carlos, interpretando a personagem Dora.
Vera Lúcia Fischer (Blumenau, 27 de novembro de 1951) é uma atriz brasileira.
Uma das mais famosas actrizes do país, Vera foi Miss Brasil no ano de 1969, título que lhe deu projeção nacional.
Biografia
Vera Fischer nasceu em uma família de origem alemã, na cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, Santa Catarina. Em recente autobiografia, Fischer declarou que seu pai era nazista. Vera nunca teve uma boa relação com o pai.[1]
Ainda menor de 18 anos, ganhou projecção nacional quando foi Miss Brasil, em 1969, ela também ficou entre as 15 finalistas do Miss Universo.
Iniciou a carreira como actriz fazendo pornochanchadas, depois passou a fazer telenovelas e outros filmes. No cinema, interpretou personagens de Rubem Fonseca, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues.
A beleza física da actriz é um dos seus atractivos. Sendo assim posou nua para a revista Playboy em agosto de 1982 e janeiro de 2000, sendo que nesse último ensaio fez fotos nua em Paris aos 48 anos clicada pelo renomado fotógrafo Bob Wolfenson.
Ao longo de sua carreira, tornou-se uma personalidade polêmica, devido principalmente ao seu conturbado relacionamento com o ator Felipe Camargo (iniciado nos bastidores da novela Mandala, em 1987, quando ainda era casada com Perry Salles), às notórias e violentas brigas com o mesmo, além de seu envolvimento com drogas.
É mãe de dois filhos Rafaela (nascida em 1979) com Perry Salles e Gabriel (nascido em 1993) com Felipe Camargo.
Em 1º de setembro de 1993, aos 41 anos, foi capa da Revista Veja - com a chamada de capa O Furacão Loiro aos 40 - sobre o grande momento que vivia em sua carreira profissional na minissérie Agosto, na peça Desejo, de Eugene O'Neill e em Forever, filme sexo-cabeça de Walter Hugo Khouri.
Em 2000, ganhou o prêmio Melhores do Ano - Domingão do Faustão, na categoria Melhor Atriz, por sua atuação como a protagonista Helena, na novela Laços de Família, de Manoel Carlos.
Foi indicada quatro vezes ao Troféu Imprensa, na categoria Melhor Atriz como: Luísa Sampaio em Brilhante em 1981, Jocasta Silveira em Mandala em 1987, Helena em Laços de Família em 2000 e Ivete em O Clone em 2001.